— Posso falar uma coisa? — diante da afirmativa continuou — Estou pronto! Quero tirar as rodinhas da minha da bicicleta. — Ficamos surpresos e concordamos, afinal, ele só tem 4 anos — Então vou buscar as ferramentas! — E buscou.

Tiramos as rodinhas e fomos todos para rua a convite do Marcelo, ele ensinava o Bento a se equilibrar enquanto eu sentava na calçava com a Catarina, Francisco perambulava entre nós e jogava pedrinhas em poças d’águas.

Tiramos as rodinhas e fomos todos para rua a convite do Marcelo, ele ensinava o Bento a se equilibrar enquanto eu sentava na calçava com a Catarina, Francisco perambulava entre nós e jogava pedrinhas em poças d’águas.

Fiquei pensando, a memória do pai o ensinando andar vai ser uma das mais ternas que ele carregará por toda vida e provavelmente vai querer reproduzir com os próprios filhos.

Mas aquele momento não começou a ser construído ali, começou bem antes, começou no sim dado no altar, em cada lágrima que derramamos juntos ou um pelo outro, quando diante de um conflito optamos pelo silêncio e não pelo ataque, quando nos perdoamos por algo que a sociedade moderna, que expõe facilmente seu corpo e esconde a alma, consideraria imperdoável.

Matrimônio não é sobre o casal, ninguém precisa de respaldo de terceiros para se estar juntos, matrimônio é sobre a geração da prole e sua proteção.

Por trás de fotos bonitas e declarações públicas de afeto há duas pessoas que tiveram muitas oportunidades de colocar numa bolsa algumas poucas roupas, meias e muita dor e ressentimento, sair pela porta para nunca mais voltar, mas ficamos, enquanto qualquer um nós aconselharia ir, ficamos!

Somos fracos, frágeis e débeis, não sei se teremos a força amanhã, mas ontem e hoje ficamos.

Não sejamos prepotentes, hoje somos quem precisa perdoar, amanhã podemos ser quem precisa de um grande ato de generosidade para ser perdoado. O que constrói a felicidade de amanhã é o esforço, abnegação e todo sacrifício silencioso de hoje.

Nunca foi sorte!

Meus filhos podiam guardar a recordação de uma tarde sábado com uma mochilinha nas costas, com uma muda de roupa suficiente para um final de semana, esperando ansiosos pela visita quinzenal do pai, mas escolhemos que a recordação que eles teriam hoje era de brincar na rua de terra com toda família, depois um banho e um copo de leite morno.

É escolha, é decisão.

Não é sobre ser melhor que qualquer pessoa, é sobre ser melhor que nós mesmo.

Não é um sobre dor, mágoa ou ressentimento, mas sobre felicidade e gratidão, sobre lembrar de agradecer a Deus de nunca esquecer o dia que eu chorei pedindo a Ele para ter a vida que tenho hoje.

Não é o fim do mundo, é apenas só mais um dia.

.

Sim, ele aprendeu a andar na bicicleta sem rodinhas.

— Posso falar uma coisa? — diante da afirmativa continuou — Estou pronto! Quero tirar as rodinhas da minha da bicicleta. — Ficamos surpresos e concordamos, afinal, ele só tem 4 anos — Então vou buscar as ferramentas! — E buscou.

Tiramos as rodinhas e fomos todos para rua a convite do Marcelo, ele ensinava o Bento a se equilibrar enquanto eu sentava na calçava com a Catarina, Francisco perambulava entre nós e jogava pedrinhas em poças d’águas.

Tiramos as rodinhas e fomos todos para rua a convite do Marcelo, ele ensinava o Bento a se equilibrar enquanto eu sentava na calçava com a Catarina, Francisco perambulava entre nós e jogava pedrinhas em poças d’águas.

Fiquei pensando, a memória do pai o ensinando andar vai ser uma das mais ternas que ele carregará por toda vida e provavelmente vai querer reproduzir com os próprios filhos.

Mas aquele momento não começou a ser construído ali, começou bem antes, começou no sim dado no altar, em cada lágrima que derramamos juntos ou um pelo outro, quando diante de um conflito optamos pelo silêncio e não pelo ataque, quando nos perdoamos por algo que a sociedade moderna, que expõe facilmente seu corpo e esconde a alma, consideraria imperdoável.

Matrimônio não é sobre o casal, ninguém precisa de respaldo de terceiros para se estar juntos, matrimônio é sobre a geração da prole e sua proteção.

Por trás de fotos bonitas e declarações públicas de afeto há duas pessoas que tiveram muitas oportunidades de colocar numa bolsa algumas poucas roupas, meias e muita dor e ressentimento, sair pela porta para nunca mais voltar, mas ficamos, enquanto qualquer um nós aconselharia ir, ficamos!

Somos fracos, frágeis e débeis, não sei se teremos a força amanhã, mas ontem e hoje ficamos.

Não sejamos prepotentes, hoje somos quem precisa perdoar, amanhã podemos ser quem precisa de um grande ato de generosidade para ser perdoado. O que constrói a felicidade de amanhã é o esforço, abnegação e todo sacrifício silencioso de hoje.

Nunca foi sorte!

Meus filhos podiam guardar a recordação de uma tarde sábado com uma mochilinha nas costas, com uma muda de roupa suficiente para um final de semana, esperando ansiosos pela visita quinzenal do pai, mas escolhemos que a recordação que eles teriam hoje era de brincar na rua de terra com toda família, depois um banho e um copo de leite morno.

É escolha, é decisão.

Não é sobre ser melhor que qualquer pessoa, é sobre ser melhor que nós mesmo.

Não é um sobre dor, mágoa ou ressentimento, mas sobre felicidade e gratidão, sobre lembrar de agradecer a Deus de nunca esquecer o dia que eu chorei pedindo a Ele para ter a vida que tenho hoje.

Não é o fim do mundo, é apenas só mais um dia.

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Sim, ele aprendeu a andar na bicicleta sem rodinhas.

© 2022 @ninavianaalmeida